Por que muitas mulheres sentem medo de não serem amadas?

17 fevereiro, 2017

Por que muitas mulheres sentem medo de não serem amadas?

Olá meus caros e minhas caras leitoras! Tudo bem?

Você já prestou a atenção quantas mulheres vão em busca de formas de se relacionar com as pessoas nas diferentes situações para se sentirem amadas de alguma forma? Já percebeu quantas delas renunciam, se calam, enfim, tentam se adequar a uma situação diante do medo de não se sentirem amadas? Afinal será que este medo de não se sentir amada representa uma baixa autoestima por parte desta mulher ou será que ela aprendeu que deve procurar ser aceita e se sentir amada?

Existem algumas questões de ordem histórica que precisam ser esclarecidas. A primeira delas se refere a conquista da igualdade com o homem pela mulher em diversos aspectos legais na primeira metade do século Ex.mas isto não significou que ela estaria liberta, digamos, de alguns fantasmas e, dentre eles, podemos sinalizar para o medo de não corresponder às expectativas masculinas. 

Você, leitor (a), deve estar perguntando: mas, em pleno século XXI, as mulheres ainda se preocupam se vão corresponder às expectativas masculinas mesmo sendo independentes e com outras perspectivas em relação a própria vida? Bom, lamento informar, mas esta situação ainda persiste.


O segundo ponto que gostaria de trazer é justamente sobre esta independência econômica conquistada pela mulher. Vou colocá-la em xeque agora: quantas mulheres preferem manter um salário menor que o auferido pelo parceiro ou mesmo morrem de vergonha ao admitir que têm ganhos superiores ao do seu companheiro? 

Por trás destas situações, ainda persistem o papel tradicional do homem em ser o principal provedor da relação e, em nome do amor, ele a sustenta e permite este tipo de dependência. Enfim, ambos têm papéis claramente delineados e delimitados: o homem deve ser o provedor e a mulher, dependente.

Neste tipo de barganha, ao adquirir o amor pelo preço de permanecer desigual ou inferior, a mulher se sente descontente e incompleta ao longo do relacionamento. Confuso não é mesmo? Mas esta é a sensação sentida por esta mulher que quer exercer seus direitos adquiridos, depois de tantas lutas, e com isso, ter acesso a uma gama de situações que, em épocas anteriores, seriam negados. Mas, ao mesmo tempo, quer ser protegida e dependente dele. E aí que entra o medo de não se sentir amada pelos homens. Mas por que?



O X da questão é que, no imaginário feminino, a imagem de uma mulher “independente e bem resolvida” afugenta possíveis parceiros ou mesmo pode representar uma ameaça para a estabilidade e harmonia dos relacionamentos. Claro que os machistas de plantão não gostam mesmo deste tipo de mulher! Mas o principal ponto é que as mulheres adotam este papel de dependente, frágil ou coisa semelhante tanto para conseguir um parceiro como para manter relacionamentos.

E, por trás desta imagem construída, está o medo das mulheres de não se sentirem amadas ou não serem atraentes para um relacionamento amoroso. De onde vem este medo? Será que fomos concebidas para sermos dependentes dentro da relação e independentes no mundo público? Como estes dois pontos podem ser convergentes?

Temos anos e anos de uma cultura que ainda dita papéis tradicionais para mulher e isto pode ser encontrado na educação das meninas principalmente. E ainda precisamos lembrar que estamos em um mundo concebido por homens e para homens. Então, de certa forma, a mulher está sempre “pedindo a senha” para ser aceita neste mundo masculino. 

E não estou falando somente dos tradicionais mundos do trabalho ou dos esportes por exemplo. Mas como nós organizamos enquanto sociedade. Infelizmente ser mulher ainda é uma desvantagem.

Bom, mas no meio disto tudo, cabe a cada mulher questiona e enfrenta seus medos. Isto porque, de certa forma, quando não admitimos perder o amor do outro, tememos viver sozinhas. E eis a questão: por que sua própria companhia é tão rejeitada? O que você não quer encontrar ao estar sozinha?

Espero que tenha ajudado, você, caro leitor e caro leitora e que esta conversa tenha contribuído de alguma forma para sua vida!

Grande Abraço!

Até a próxima!
Karine David Andrade Santos

Psicóloga CRP-19/2460

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