Por um Carnaval sem assédio e com muita alegria!

26 fevereiro, 2017

Por um Carnaval sem assédio e com muita alegria!

Olá leitores do blog! Estamos em pleno clima de Carnaval: bloquinhos na rua, trios elétricos na avenida, desfiles de escolas de samba, frevo e por aí vai. E nesta mistura de cores, cheiros, sons e muita alegria, as pessoas se encontram, divertem-se, pulam, dançam..Mas existem aqueles ou aquelas que não estão contaminados por este espírito de paz e alegria.

São aqueles que tentam beijar a mulher à força atrás do trio elétrico, as mãos bobas que percorrem o corpo da mulher como se fossem um mapa mundi, puxam o cabelo ou a agarram pelo braço, insiste em ficar com a mina, de qualquer jeito, e às vezes a agredi pela recusa.

Gente, antes mais nada, quero deixar bem claro uma coisa: isto não faz parte da festa de jeito nenhum. Você tem direito de ir e vir para onde for e como for e sua integridade física e psicológica deve ser respeitada. Você não fez nada e absolutamente nada para merecer o assédio. Estamos entendidas?



Então vamos colocar aqui as práticas mais comuns de assédio no carnaval:

1.       As abordagens machistas:

São aqueles que, literalmente, tratam a mulher como se fosse um pedaço de carne. Chama a mulher de “gostosa”,”Delícia” e outros adjetivos que não me vem a cabeça agora. Ou então pega a mulher à força para beijar ou mesmo transar( isto é estupro,ok?), chega perto da mulher de forma intimidatória ou a põe em um “ círculo de amigos” para que todos possam usar a abusar da menina, fica irritado e chega a agredir as mulheres que não cedem as cantadas ou investidas do machão de plantão, enfim, todo tipo de prática que não respeite o espaço, o tempo e o corpo da mulher.
Para você, homem ou mulher, digo que qualquer relacionamento se constrói através de trocas consentidas das partes e requer tempo, diálogo ou mesmo uma troca de olhares e, principalmente, respeito ao outro seja de forma física ou psicológica. Mesmo que seja para conseguir um beijo de Carnaval.

2.       O respeito à mulher na hora dos amassos:

A temperatura dos amassos estão aumentando mas você, mulher, por qualquer que seja motivo, não quer que o sexo role. E aí o cara ,em sua sanha autoritária e machista, força tudo e não escuta a sua vontade. Nesta hora, é interessante lembrar que sexo sem consentimento é estupro.
Ou então aqueles casos em que o homem se aproveita da mulher desacordada para fazer sexo...
Mais uma vez: respeito à vontade da mulher é tudo nesta hora.



3.       O falta de uso proposital da camisinha:

Em meio a tanta abordagem violenta, esta é mais uma. Pois é. Além de tenta forçar a barra para conseguir alguma coisa, alguns homens querem transar sem camisinha. Ou fingem que estão usando para continuar a investida sexual.
E isto, muito possivelmente, é oriundo de pensamentos machistas tais como:” É obrigação da mulher se proteger.”;” Não uso camisinha de jeito nenhum.”;” Transar com camisinha é a mesma coisa que chupar bala com papel” e por aí vai.

4.       Não é não!

Não puxe o cabelo da mulher, não tente beijo forçado, não a agrida quando não aceita as investidas, não forçe o sexo, não intimide, enfim, o não de uma mulher não é um talvez ou um joguinho de sedução. Com exceção de poucas mulheres, muitas se sentem invadidas, agredidas, incomodadas e, no mínimo, acabam com a festa de muitas quando todos os limites estabelecidos pelo não da mulher são desrespeitadas.

Bom, falei tudo isso. Mas e aí o que faço caso seja uma vítima de assédio no Carnaval? Vamos lá:

.Ligue 180 – Violência contra a Mulher
É um serviço especializado de atendimento de casos de violência contra a mulher e funciona 24 horas. Os atendimentos são feitos por mulheres que darão orientações para os casos relatados.
Também cabe relatar uma iniciativa bastante interessada feita pela revista AZMina que traz algumas dicas para mulheres no Carnaval:
1.                    Interceda de alguma maneira quando reconhece um assédio
2.                       Mulheres, façam um protesto nas situações de assédio.
3.                  Ajude outras mulheres que possam ser tornar vítimas de violência sexual


Abaixo trago o vídeo da campanha muito instrutiva em ritmo de Carnaval:


Espero que tenha ajudado você, foliã, folião. Um ótimo Carnaval!

Karine David Andrade Santos


Psicóloga CRP-19/2460

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