Quando sei que estou sendo controlada(o) em um relacionamento abusivo?

19 janeiro, 2019

Quando sei que estou sendo controlada(o) em um relacionamento abusivo?


Olá meus queridxs! Tudo bem? Você passou ou está em algum relacionamento amoroso ou não em que, aparentemente, não há nada que te motive a reclamar e até considera funcional mas que, por motivos inexplicáveis, sente que está ou foi sufocada, cercada ou mesmo tolhida em sua forma de ser? Então, é bem provável que esteja vivenciando um relacionamento abusivo.

Mas, afinal de contas, o que causa isto em um relacionamento desta natureza? Pois bem, hoje irei conversar com você sobre a principal característica de uma pessoa abusiva ou violenta em uma relação: o controle. Isto mesmo.  É justamente este o ponto de partida e a base que dinamizam uma relação abusiva. Isto quer dizer que as hábeis manipulações, os eventuais insultos e alterações de humor, bem como outros tipos que diminuem sua autoconfiança, visam justamente te controlar.

Você sente que há algo errado. No entanto, o seu parceiro tenta te convencer do contrário e assim, minimiza seus sentimentos ou te ataca. Ele vai tentar te mostrar que os seus sentimentos estão errados, ou pode falar que você está confusa ou equivocada ou, (este é um clássico) te chama de louca e insana. Além disso, a pessoa abusiva pode fazer uso de argumentos lógicos e isto fará com que você duvide de seus próprios sentimentos e, até mesmo, sinta culpa pelo que está sentindo.



Com isso, você tenta, de maneira desesperada, justificar seus sentimentos, sua forma de ser, suas experiências, suas escolhas, seu estilo de vida, seus amigos, sua família...tudo isto porque uma pessoa abusiva não permite que você tenha direito a sua própria experiência como ser humano e o principal artifício para te controlar é não te validar em nada.

E por que estas pessoas fazem isso? Vamos lá. Antes de mais nada, um abusador ou abusadora percebe como uma ameaça qualquer poder que você tenha. Seja autoconfiança, autoestima, realização profissional, seus próprios pensamentos desvinculados dos deles, sentimentos, enfim, qualquer forma de expressão que o (a) afaste do poder sobre você. Como esta pessoa precisa estar no poder o tempo todo, qualquer movimento que coloque em xeque esta posição deve ser eliminando ou reduzido.

Então como é que esta pessoa faz para ter esta sensação de que está sempre no poder? Bom, o principal meio é o monitoramento seja durante a relação ou mesmo, após o término ou afastamento. Se ele (ela) não souber onde você está, o que pensa, sente, com quem está interagindo, enfim, qualquer coisa relativa a sua vida, ele (ela) se desespera pois, teme perder o poder se não souber o que está acontecendo.


 De certa forma, ele (ela) projeta sua maneira de ser enganosa em você e assim, assume uma postura de incutir a culpa de todas  formas de controle exercidas sobre você.

Bom. Mas será que uma conversa aberta e franca  com a pessoa sobre o que está acontecendo pode resolver estes conflitos? Não trago boas notícias. Como uma pessoa está bastante apegada a questão do poder e controle em um relacionamento, possivelmente, ele(ela) não estará disponível para cooperar ou discutir seus sentimentos para os conflitos se resolvam. Até porque, para uma pessoa abusiva, seus sentimentos não importam. Para que ocorra cooperação, apoio e compreensão em qualquer relacionamento, é necessário que você se sinta segura para abrir e expressar seus sentimentos e isto só irá ocorrer se a outra parte estiver disponível e/ou realmente interessados em acolhê-lo de maneira franca e aberta.

E aí chegamos em um ponto fundamental de relações abusivas: a falta de intimidade. Ela acontece devido a ocultação de seus verdadeiros sentimentos pois, como estratégia de sobreviver a um relacionamento desta natureza, você passa a compartilhar sentimentos, desejos e pensamentos que a pessoa abusiva deseja ouvir.

Enfim, este é o final deste nosso rápido bate-papo. Agradeço por disponibilizar um pouco do seu tempo para ler este breve texto e espero que as questões trazidas aqui te ajudem de alguma maneira.
Se você conhece alguém que está passando por algo parecido, compartilhe.;)

Até a próxima semana!


Psicóloga CRP-19/2460, Psicodramatista e Mestre em Psicologia (UFS)
Karine David Andrade Santos
Psicóloga CRP-19/2460, Psicodramatista e Mestre em Psicologia (UFS)
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